sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Feliz Ano Novo






Houve um ano em que eu passei o Réveillon amando. Acho que foi meu primeiro amor... não, acho não. Mas foi um grande amor. Muito importante para me descobrir (não necessariamente me aceitar, à época) sexualmente. Vou contar.

Éramos adolescentes. Acho que eu tinha uns 12 ou 13 anos. Ele era meu amiguinho da igreja e tinha um ano a mais. Sabe aquela coisa de “mãe, posso dormir na casa do Fabrício?”, então, começou assim.

Tornou-se comum. Praticamente, todo o fim de semana eu dormia lá. Quando não, ele dormia na minha casa. Até que um dia, na passagem de ano, ele veio dormir na minha casa.

Estávamos no quarto, deitados, prontos para dormir --ah!, esqueci de dizer que dormíamos na mesma cama (era grande), meus pais ocupados demais no quarto deles. E aí...

“Sabe o que poderíamos fazer?”, disse ele, com ar sapeca.
“O quê?”
“Poderíamos fingir que o outro é mulher... tipo: eu fico em cima de você e roço até gozar, depois você faz o mesmo. Ou, quem sabe, gozamos juntos... Que tal?”, propôs.


Não acreditei ter ouvido aquela proposta. Uma delícia de proposta, não?!

Ele já estava bem desenvolvido, se é que me entende... Só de lembrar, fico com febre.

Topei, claro! E, apesar de permanecemos virgem, foi uma das noites mais gostosas de todas... Foi ótimo. Um Réveillon e tanto. Me apaixonei.

Nem precisa dizer que a partir daquela passagem de ano, todas as vezes que dormimos um na casa do outro, havia um objetivo comum.

[O Segredo de Brokeback Mountain será exibido no sábado, pela TV Globo].

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