terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Retrospectiva
Fim de ano todo mundo sabe: só dá retrospectiva. É retrospectiva para tudo e por tudo. E como faz parte do meu trabalho, tive de produzir uma das dezenas que você, leitor, verá ou viu neste fim de ano.
Em meio às pesquisas de imagem, revi uma em especial: Christian Chavez.
Não é nenhum parente de Hugo Chavez, presidente da Venezuela, mas trata-se de um dos seis cantores/dançarinos da banda mexicana RBD.
Era 2007 (eu acho), 8h da manhã, acabara de chegar à Redação, quando meu chefe chama à sala dele.
"Vicente, tenho uma bela pauta para você"
"O que rola?"
"Semana que vem aquela banda mexicana, RBD, vem ao Rio. E sabe quem vai fazer a coletiva e depois uma exclusiva? Você!"
Fiz cara feia. Não conhecia a banda. Sabia apenas que fazia, pouco tempo antes, uma novelinha sucesso teen no SBT. Mas a contrariedade passou.
Chegou o dia. Fomos --eu e mais uma produtora-- ao hotel Sheraton, devidamente no horário para o encontro da banda.
Depois da coletiva, fomos para a exclusiva. Ficamos por uma hora gravando com Christian Chavez e Maitê (uma das duplas dos seis).
Gente, o cara tem um olhar meigo, profundo, simples, encantador e sexy. É verdade!
Fiquei apaixonado. Mas tratei logo de tirar isso da minha cabeça. Loucura minha. Não havia sequer uma fofoquinha sobre a sexualidade do rapaz. Se bem que o rebolado dele no palco, entrega.
Depois da entrevista, no carro, minha produtora levantou a bola:
"Você viu, Vicente, o mole que o Christian te deu?"
"Não. Sério?! Onde eu estava que não vi?"
"Pois ele deu".
Pior que deu!
Uns tempos depois, não é que cantorzinho assume a homossexualidade?! Pronto, me apaixonei ainda mais.
Depois desse primeiro encontro, nos reencontramos algumas vezes, mas, em todas, era eu quem ainda estava no armário. Pior: já estava namorando, noivo e casado. Não há de ser nada. Se houver uma próxima, não deixarei passar a oportunidade.
**O vídeo é para matar a saudade. Você pode não achar, mas eu o acho muuito lindinho. E é uma gracinha quando ele diz no fim: "Obrigado por me ensinarem que não importa a preferência sexual, a cor, a raça. Todos somos um". Faço fácil.
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